terça-feira, 17 de novembro de 2009

redes sem fio

parte 4 final.

Segurança: WEP, WPA e WPA2

Se você tem uma rede Ethernet com dez pontos de acesso onde todos estão em uso, não será possível adicionar outro computador, a não ser que mais um cabo seja disponibilizado. Nas redes Wi-Fi, isso já não acontece, pois basta a qualquer dispositivo ter compatibilidade com a tecnologia para se conectar à rede. Mas, e se uma pessoa não autorizada conectar um computador à rede de maneira oculta para aproveitar todos os seus recursos, inclusive o acesso à internet? É para evitar que esses e outros problemas que as redes sem fio devem contar com esquemas de segurança. Um deles é o Wired Equivalent Privacy (WEP).

O WEP existe desde o padrão 802.11 original e consiste em um mecanismo de autenticação que funciona, basicamente, de forma aberta ou restrita por uso de chaves. Na forma aberta, a rede aceita qualquer dispositivo que solicite conexão, portanto, há apenas uma autorização. Na forma restrita, é necessário que cada dispositivo solicitante forneça uma chave (combinação de caracteres, como uma senha) pré-estabelecida. Essa mesma chave é utilizada para cifrar os dados trafegados pela rede. O WEP pode trabalhar com chaves de 64 bits e de 128 bits. Naturalmente, esta última é mais segura. Há alguns equipamentos que permitem chaves de 256 bits, mas isso se deve a alterações implementadas por determinados fabricantes, portanto, o seu uso pode gerar incompatibilidade com dispositivos de outras marcas.

O uso do WEP, no entanto, não é recomendado por causa de suas potenciais falhas de segurança (embora seja melhor utilizá-lo do que deixar a rede sem proteção alguma). Acontece que o WEP utiliza vetores de inicialização que, com uso de algumas técnicas, fazem com que a chave seja facilmente quebrada. Uma rede utilizando WEP de 64 bits, por exemplo, tem 24 bits como vetor de inicialização. Os 40 bits restantes formam uma chave muito fácil de ser quebrada. Mesmo com o uso de uma combinação de 128 bits, é relativamente fácil quebrar todo o esquema de segurança.

Diante desse problema, a Wi-Fi Alliance aprovou e disponibilizou em 2003 outra solução: o Wired Protected Access (WPA). Tal como o WEP, o WPA também se baseia na autenticação e cifragem dos dados da rede, mas o faz de maneira muito mais segura e confiável. Sua base está em um protocolo chamado Temporal Key Integrity Protocol (TKIP), que ficou conhecido também como WEP2. Nele, uma chave de 128 bits é utilizada pelos dispositivos da rede e combinada com o MAC Address (um código hexadecimal existente em cada dispositivo de rede) de cada estação. Como cada MAC Address é diferente do outro, acaba-se tendo uma seqüência específica para cada dispositivo. A chave é trocada periodicamente (ao contrário do WEP, que é fixo), e a seqüência definida na configuração da rede (o passphrase, que pode ser entendido como uma espécie de senha) é usada, basicamente, para o estabelecimento da conexão. Assim sendo, é expressamente recomendável usar WPA, ao invés de WEP.

Apesar do WPA ser bem mais seguro que o WEP, a intenção da Wi-Fi Alliance foi a de trabalhar com um esquema de segurança ainda mais confiável. É aí que surge o 802.11i, que ao invés de ser um padrão de redes sem fio, é um conjunto de especificações de segurança, sendo também conhecido como WPA2. Este utilizada um protocolo denominado Advanced Encryption Standard (AES), que é bastante seguro e eficiente, mas tem a desvantagem de exigir bastante processamento. Seu uso é recomendável para quem deseja alto grau de segurança, mas pode prejudicar o desempenho de equipamentos de redes não tão sofisticados (geralmente utilizados no ambiente doméstico). É necessário considerar também que equipamentos mais antigos podem não ser compatíveis com o WPA2, portanto, sua utilização deve ser testada antes da implementação definitiva.


Um pouco da história do Wi-Fi

A idéia de se criar redes sem fio não é nova. A indústria se preocupa com essa questão há tempos, mas a falta de padronização de normas e especificações se mostrou como um empecilho, afinal, vários grupos de pesquisa existentes trabalhavam com propostas diferentes. Por esta razão, algumas empresas, como 3Com, Nokia, Lucent Technologies (atualmente Alcatel-Lucent) e Symbol Technologies (adquirida pela Motorola), se uniram para criar um grupo para lidar com essa questão e, assim, nasceu em 1999 a Wireless Ethernet Compatibility Alliance (WECA), que passou a se chamar Wi-Fi Alliance, em 2003. Assim como acontece com outros consórcios de padronização de tecnologias, o número de empresas que se associam à Wi-Fi Alliance aumenta constantemente. No momento em que esse artigo era escrito, o grupo contava com a participação de mais de 300 empresas e entidades.

A WECA passou a trabalhar com as especificações IEEE 802.11 que, na verdade, não é muito diferente das especificações IEEE 802.3. Esta última é conhecida pelo nome Ethernet e simplesmente consiste na grande maioria das tradicionais redes com fio. Essencialmente, o que muda de um padrão para o outro são suas características de conexão: um tipo funciona com cabos, o outro, por radiofreqüência. A vantagem disso é que não é necessária a criação de nenhum protocolo específico para a comunicação de redes sem fios baseada nessa tecnologia. Além disso, é possível ter redes que utilizam ambos os padrões.

Com um caminho a seguir, a WECA ainda precisava lidar com outra questão: um nome apropriado à tecnologia, que fosse de fácil pronúncia e que permitisse rápida associação à sua proposta, isto é, às redes sem fio. Para isso, a WECA contratou uma empresa especializada em marcas, a Interbrand, que acabou criando não só a denominação Wi-Fi (provavelmente com base no tal termo "Wileress Fidelity"), como também o logotipo da tecnologia. A idéia deu tão certo que a WECA decidiu por mudar o seu nome em 2003 para Wi-Fi Alliance, conforme já informado.


 

domingo, 15 de novembro de 2009

WI-FI

Wi-Fi é um conjunto de especificações para redes locais sem fio (WLAN - Wireless Local Area Network) baseada no padrão IEEE 802.11. O nome Wi-Fi é tido como uma abreviatura do termo inglês "Wireless Fidelity", embora a Wi-Fi Alliance, entidade responsável principalmente pelo licenciamento de produtos baseados na tecnologia, nunca tenha afirmado tal conclusão. É comum encontrar o nome Wi-Fi escrito como WiFi, Wi-fi ou até mesmo wifi. Todas essas denominações se referem à mesma tecnologia.
Com a tecnologia Wi-Fi, é possível implementar redes que conectam computadores e outros dispositivos compatíveis (telefones celulares, consoles de videogame, impressoras, etc) que estejam próximos geograficamente. Essas redes não exigem o uso de cabos, já que efetuam a transmissão de dados através de radiofreqüência. Esse esquema oferece várias vantagens: permite ao usuário utilizar a rede em qualquer ponto dentro dos limites de alcance da transmissão por não exigir que cada elemento conectado use um cabo, permite a inserção rápida de outros computadores e dispositivos na rede, evita que paredes sejam furadas ou adaptadas para a passagem de fios, entre outros.
Redes sem fio

Uma rede sem fio se refere a uma rede de computadores sem a necessidade do uso de cabos – sejam eles telefônicos, coaxiais ou ópticos – por meio de equipamentos que usam radiofrequência (comunicação via ondas de rádio) ou comunicação via infravermelho, como em dispositivos compatíveis com IrDA.


Bluetooth


Bluetooth é um padrão global de comunicação sem fio e de baixo consumo de energia (802.15) que permite a transmissão de dados entre até 8 dispositivos compatíveis com a tecnologia. Para isso, uma combinação de hardware e software é utilizada para permitir que essa comunicação ocorra entre os mais diferentes tipos de aparelhos. A transmissão de dados é feita através de radiofreqüência, permitindo que um dispositivo detecte o outro independente de suas posições, desde que estejam dentro do limite de proximidade.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

quinta-feira, 12 de novembro de 2009


Rede de internet sem fio deve gerar economia de R$ 4 mil a UEL

Investimento em equipamentos e obras chegou a R$ 6 milhões, pelo Programa Universidade em Movimento, da secretaria estadual de Ciência e Tecnologia


A nova rede de internet sem fio instalada na Universidade Estadual de Londrina (UEL) deverá gerar uma economia de pelo menos R$ 4 mil á instituição. Aproximadamente R$ 6 milhões oram investidos em equipamentos e obras, entregues nesta quinta-feira (5) pela secretária estadual de Ciência e Tecnologia, Lygia Pupatto. O projeto da internet sem fio, que vai beneficiar ainda Hospital Universitário (HU), faz parte do Programa Universidade em Movimento."Vamos a passos longos no caminho do conhecimento", afirmou Lygia Pupatto, em nota divulgada pela Agência Estadual de Notícias (AEN). A secretária avaliou a importância da internet no desenvolvimento da pesquisa. "Estamos em uma instituição de ensino e de pesquisa em que o suporte a internet é fundamental, porque dá agilidade e melhores condições de trabalho e de aprendizado, já que, junto á internet, teremos todos os cursos de graduação com trinta computadores, permitindo o acesso á rede daqueles alunos que ainda não dispõem de computadores", disse.O reitor da UEL, Wilmar Marçal, comemorou os investimentos. "com a formação de recursos humanos na universidade, colocamos bons profissionais na sociedade", apontou. Pontos de internet que permitem o acesso á rede sem fio foram instalados em toda a extensão da universidade. Os alunos poderão acessar a rede inclusive por notebooks. O diretor de Tecnologia da Informação, Claudio Cronetti Dutra afirmou que a UEL deverá economizar com o novo sistema."Pagávamos para operadoras particulares R$ 24 mil por 12 megabytes. Com esse projeto e a parceria da Copel, o custo é de R$ 20 mil, mas para 100 megabytes", afirmou. Além da internet, foram entregues computadores e microscópios, para os laboratórios do Centro de Ciências Biológicas e para outros centros de estudos da UEL.